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Triagem de bebês com perda auditiva

Décadas atrás, perda auditiva em crianças muitas vezes não era diagnosticada até que estivessem um pouco mais velhos, quando seus pais percebiam que seus filhos não estavam desenvolvendo a fala de maneira oportuna. Porém, com a tecnologia atual e compreensão sobre perda auditiva, bebês recém-nascidos podem passar por testes logo após nascerem. Como resultado, mais de 95% dos bebês nascidos nos Estados Unidos passam por essa triagem. Se há suspeitas, mais testes podem ser conduzidos e a criança pode receber cuidados auditivos propícios logo de início, para mantê-los dentro dos objetivos de desenvolvimento.

Enquanto a triagem auditiva para recém-nascidos é obviamente importante, você sabe exatamente como isso acontece? Afinal, não se pode pedir que eles levantem a mão se escutarem alguma coisa. Existem dois tipos de exames para detectar a perda auditiva, ambos não invasivos – o bebê até costuma dormir enquanto eles são executados!

Emissões Otoacústicas

O tipo de exame mais comum mede as Emissões Otoacústicas (OAE). Neste método, um pequeno microfone é colocado no canal auditivo da criança para medir como as células sensoriais responsáveis pela audição na cóclea respondem aos estímulos de som, geralmente um som de clique. Se esses sons forem “escutados”, as células sensoriais irão emitir um som correspondente, algo como um eco que pode ser identificado pelo microfone. Se um eco reduzido ou nenhum eco for gravado, o bebê pode ter perda auditiva.

Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral

O segundo método se chama Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral (PEATE). O teste PEATE mede as respostas do recém-nascido a sons em nível neural, detectando atividades do cérebro. Sons de clique em diferentes níveis de volume são enviados aos ouvidos do bebê através de fones de ouvido de inserção ou fones de ouvido colocados sobre as orelhas. Eletrodos de superfície colocados na cabeça do bebê e perto das orelhas medem como o cérebro responde aos sons, ajudando a avaliar a capacidade auditiva.

Apesar da tecnologia avançada usada nestes testes, existe ainda uma margem de erro. Por exemplo, qualquer líquido amniótico ou detritos no canal auditivo do recém-nascido podem causar falha na triagem. Som excessivo na sala também pode afetar os resultados, ou até mesmo se o bebê se mexer muito. Então, se o bebê não passar sua primeira triagem, outros testes de acompanhamento podem confirmar se a perda auditiva está presente ou não. É importante reconhecer que ambos os testes são ferramentas que indicam a presença ou falta da perda auditiva. Se a presença for confirmada, mais testes de diagnóstico são necessários para avaliar o nível e a natureza da perda auditiva.

Identificando perda auditiva precocemente

Detecção precoce da perda auditiva é crucial para pessoas de qualquer idade, mas especialmente para bebês. Determinar a presença da perda auditiva no nascimento pode garantir que seu bebê receba os cuidados e apoio adequados desde cedo para promover a aquisição e desenvolvimento oportunos da linguagem. Só é necessário é um teste simples.